| Jovens idealistas fundam o Diário |
No início da II Guerra Mundial, em 1939, um grupo de jovens
idealistas, Valdemar Araújo, Aderbal de França, Djalma
Maranhão, Rivaldo Pinheiro e Romualdo Carvalho, fundam O
DIARIO, que circulou pela primeira vez em 18 de setembro de 1939
com dois grandes objetivos: combater o nazi-fascismo de Hitler e
Mussolini e ser, ao mesmo tempo, um porta-voz dos problemas e das
angústias do povo norte-rio-grandense.Nesta época
Natal tinha apenas dois jornais "A Ordem" e a "A
República".
Nascia assim este jornal, que naquela época não tinha
máquinas próprias, nem prédio e nem redação.
O jornal era redigido, composto e impresso nas instalações
de A República, seus fundadores possuíam apenas o
título registrado devidamente no Departamento de Imprensa
e Propaganda- DIP.
| Desde o início
o Diário teve boa aceitação junto ao leitor |
Naquele ano, a cidade de Natal tinha cerca de 60 mil habitantes
que mantinham-se atualizados através das emissoras de rádio
nacionais e da BBC de Londres. O noticiário veiculado no
Diario (o título era impresso sem acento no "a")
dava maior destaque aos acontecimentos da II Guerra, divulgados
especialmente na coluna de Rivaldo Pinheiro (Diário da Guerra).
Apesar de ao longo dos anos ter conquistado uma boa aceitação
junto ao público leitor, as dificuldades financeiras enfrentadas
levaram seus fundadores a vender a empresa ao sr. Rui Moreira Paiva.
| Diário passa a integrar a cadeia
dos Associados |
Antevendo que Natal entraria em retrocesso econômico quando
a II Guerra terminasse, o sr. Rui Moreira convenceu-se de que seria
muito difícil continuar editando o jornal. Por isso, começou
a pensar em vendê-lo. Nesta época, Assis Chateaubriand
estava expandindo em todo o Brasil a cadeia de Diários e
Rádios Associados. Desta forma, em janeiro de 1945 O DIARIO
passa a integrar a cadeia dos Associados, tendo como superintendente
Edilson Cid Varela.
Em 04 de março de 1947 o jornal passa a se chamar DIÁRIO
DE NATAL. Em 29 de julho de 1954, Edilson Varela lança na
praça um novo jornal dos Associados - O POTI. Este novo jornal
circulava pela manhã, enquanto o Diário de Natal continuava
vespertino.
| Poti - Edição dominical do
Diário de Natal |
No dia 05 de abril de 1956, Edilson Varela deixou a direção
dos dois jornais associados e José Cavalcanti Melo assume
a direção.
Entre 07 de dezembro de 1957 até 28 de maio de 1958, a direção
do jornal passa a ser ocupada por Nelson Dimas Filho. Em 29 de maio
de 1959 tem início uma nova fase, quando Luiz Maria Alves
passa a responder pela direção das empresas associadas
em Natal.
Foi durante a administração de Luiz Maria Alves,
em 02 de novembro de 1958, que O POTI passa a circular somente aos
domingos. O Diário de Natal por sua vez continuou circulando
de segunda-feira ao sábado.
Uma mudança significativa acontece em 1967, quando o jornalista
Dorian Jorge Freire, então chefe de redação,
implantou a técnica de diagramação, uma inovação
para a época.
| Luiz Maria Alves revolucionou com o sistema
Off-Set de impressão |
Do ponto de vista gráfico, o jornalista Luiz Maria Alves
iniciou a década de 70 fazendo uma verdadeira revolução
no Diário de Natal, com a introdução do sistema
"Off-Set" de impressão, que na época era
a tecnologia mais avançada disponível no Brasil. A
inauguração oficial do novo sistema de impressão
ocorreu em 12 de junho de 1970, em uma solenidade no prédio
da Avenida Deodoro da Fonseca, atual sede das empresas associadas.
Estiveram presentes a solenidade Paulo Cabral de Araújo,
na época Diretor Geral dos Diários Associados, o governador
de São Paulo Roberto de Abreu Sodré, o governador
do Estado Mons. Walfredo Gurgel,entre outras autoridades.
Com a nova impressão, o DN passou a ser matutino em 01 de
setembro de 1970. Luiz Maria Alves deixa a direção
das empresas em 28 de abril de 1989. |